testesetse
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Quase a mesma a praça

Apesar da farsa,
Não era mais a mesma a praça.

Tinha árvores altas, gramas verdes,
Bancos recém pintados, brinquedos novos e modernos;
Mas não era mais a mesma a praça.

Eram varridas as folhas, floridas as flores, 
Podadas as árvores, aparada a grama.
O que será que faltava,
Que dela não fazia mais a mesma praça?

Enquanto por ela ainda passava,
Com a cabeça contrariada,
Segredou-me das gangorras empoeiradas o silêncio
Daquilo que tanto faltava.

Revelada, então, foi a farsa,
Num canto discreto,
Pelas indignidades às pressas renunciadas 
Que do heroico bem-feitor a disposição agrediram.

Apesar da farsa,
Não era mais a mesma a praça
Pois, agora, a frequentam ratos:
Os mais repugnantes, os semelhantes.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

De dentro da cabana

Quase venenoso,
Pesava o ar rançoso,
Há tanto envelhecido
Sob o mesmo teto de madeira.

Quase pastoso,
Relutava a entrar,
Cansava o peito,
Turvava a visão:
Ébria, entristecida.

Janelas engorduradas,
Lábios trincados,
Olhos arrependidos,
Não mais se via o lago gelado e o campo nevado [alegria de outrora].

O copo vazio,
Coração minguado,
Batendo apertado,
Espremido, trêmulo e enfraquecido.

Cabelos desgrenhados,
Acinzentados,
Davam forma horrível
Àquilo que pena merecia, àquilo a que tanto faltava.

Amorteceram-se as mãos,
Esvaíram-se os pensamentos,
Azularam-se as veias grossas,
A enredar-se pela corpulência inchada.

Tombou à esquerda,
Renunciado,
Baqueou-se às tábuas!

Da garganta frouxa,
Ao chão pegajoso,
Despejaram-se desejos, opiniões… e outras extravagâncias
Há tempos pilados adentro,
Pelo pouco caso e pela indiferença.

domingo, 27 de setembro de 2015

Pare... Respire... Pense

Está muito rápido,
O tempo é curto,
O tempo é dinheiro,
E é o dinheiro quem faz o tempo.

A família pesa,
A esposa impacienta,
Os filhos aborrecem,
O amor é abstrato, [coisa de livros]

As buzinas excretam os insultos e humilhações entalados nas goelas,
Os motores esturram as frustrações de ratos escondidos por de trás dos volantes.
Não há direitos, há privilégios [...] à singular primeira pessoa,
Às demais: deveres!

Mataram os sorrisos,
Sufocaram bons-dias, boas-noites... Boas-tardes?
Enforcaram as gentilezas,
Engoliram os por favores,
Decompuseram os obrigados.

Transbordam os nãos!

Sonham mediocridades,
Mínguam os sonhos,
Pluralizam as cardiopatias.
Saúdam as desgraças,
Enxotam os sentimentos,

Atropelam os pedestres, as esposas e os filhos,
Aos pais não se dão notícias, eles hão de compreender![?]

Está muito rápido, mas não o suficiente: aceleram!
Não adianta frear, pois empurram.
Aceleram, mais e mais, de novo, sem saber aonde chegar.

Faltam a mão que levanta,
O ombro que escora,
E o ouvido que afaga.

Atrofiaram as vidas.

Não vivem, apenas existem: zumbis!
Amargos,
Imediatos,
Insuficientes,
Insatisfeitos,
Tristes sem saber que o são,
Falsos para consigo mesmos.

[...] Quem?

Pense!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Café da Manhã

Manhã fria e cansada,
Sol fraco, lutando atrás de nuvens,
Chão molhado e pegajoso,
Ruas se enchem, pessoas se agitam.

Para um carro,
Frente a um grande edifício,
Fila dupla,
Porta-malas sendo esvaziado das guloseimas e bebidas.

O fiscal de trânsito observa,
Indeciso,
O carro é importado,
A proprietária bem vestida.

O homem puxa uma carroça cheia,
Sem retranca, nem quaieira,
Nos pés: restos de chinelos,
Na cabeça: uma sacola plástica rasgada.

Tremula sob trapos finos,
Seus olhos lhe mostram a carga em descarga.
Seu rosto personifica a fome.
Vacila três vezes, pede, não pede?

Um motorista descarrega na buzina sua pressa,
O homem, disperso, salta assustado e tenta um trote,
O fiscal de trânsito desvia o olhar,
O carro importado continua a descarga, em fila dupla.

domingo, 28 de junho de 2015

Insistência

Fico com raiva,
Mas vem a tristeza.
Fico com pena,
Ainda quero ajudar,
Não me deixa.

Não se mexe,
Eu fico puto.

Fico cansado,
Mas insisto...

É uma zona,
Nada funciona.
Como um barco que afunda,
E todos se afogam
Sem lutar e com boias ao corpo.

domingo, 7 de junho de 2015

Esquecida

Traída pela vida
Segue ela a esbravejar pela praça suas e outras desgraças
àqueles que passa menos percebidos que ela.

Distribui injúrias e incompreensões que exigem de todos o seu
esquecimento,
A pô-la fora de seus caminhos pesados e esfolados.

Segue ela a coçar as partes,
A sacudir os trapos de seu vestido velho – há muito no mesmo labor,
Sob cabelos desgrenhados e definhados,
Obrigando-se a ser desprezivelmente sentida no ar.

A cada poucos passos estagna-se em novos protestos e clamores,
Despeja-se por tudo e a todos,
Infringe o pouco de dignidade que sobrevive nos primeiros entre dois ou três olhares.

E assim esquece-se entre o ir e vir,
Esquece-se já esquecida,
Esquecida pelos seus,
Esquecida pelos dos outros,
Esquecida pela própria sanidade,
Que lhe priva das dores e das tristezas,
Das possibilidades e das aleatoriedades,
Que se revelam nas vidas.

domingo, 22 de março de 2015

De Partida

Ah, quanto desejei este momento:
Encontrar-me diante de ti, sem medo e tranquilo,
Inda mais assim, dependurado em teu colo,
Sob as carícias dos teus dedos longos e gelados,
A me tocarem gentilmente o coração cansado e esfolado.

Quero agora partir junto de ti [há quanto a quero!],
Sem olhar para traz,
Deixando tudo para traz,
Toda a pilha dos meus fracassos:

Achei que sabia, mas não sabia;
Achei que cuidava, mas esquecia;
Achei que ganhava, mas sempre estive derrotado;
Achei que era certo, que certo fazia... não era!

Agora nada mais importa,
Tenho a ti e tu me tens!
Nada mais dói, nada mais cobra.
Tudo está calmo e leve... me leve,
Esperada e infalível amiga!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Feliz Ano Mesmo, Mesmo?

Falta a água em São Paulo,
A culpa é de São Pedro, diz o governador.
Cai muita água em São Paulo,
Culpa de São Pedro, diz o homem da luz.

Usa-se água em São Paulo,
Queimem os pecadores, diz o chefe.
Sobram multas em São Paulo,
Proíbam umas, continuem com outras, mas não deem na cara, diz o homem de preto.

Morre-se muito em São Paulo,
Baixem a velocidade, confundam com o trânsito e n-pliquem os radares, a qualquer custo,, diz o prefeito.
Sobram multas em São Paulo,
Proíbam umas, continuem com outras, mas não deem na cara, diz o homem de preto.

Falta energia lá em casa,
Chuvas de verão atípicas (no verão), diz o homem da luz [segura mais essa São Pedro].
Falta energia lá na usina,
Queimem os pecadores, diz o chefe do homem da luz.

Falta dinheiro nos bolsos do povo,
Primeiro o dever, depois o lazer, diz o fazendeiro mor.
Falta dinheiro nos caixas públicos,
Não fui eu, quando eu vi já estava assim; foi o povo, queimem os miseráveis, nossos governantes.

Falta dinheiro nos bolsos homens da lei,
Aumentem nossos salários, mudem as leis, satisfaçam-nos, dizem eles mesmos [não era difícil mudar as leis? Não era o que diziam ao colocarem bandidos nas ruas e inocentes atrás das grades?]

Faltam boas notícias ao povo que batalha sufocado,
Não há problema, são brasileiros e não desistem nunca, dizem nossos eleitos.
Falta vergonha na cara e chibatas a lamber os lombos nos destes políticos safados que emporcalham o meu país,
Cala essa boca! Vai sobrar ainda mais pra gente, diz São Pedro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Que Sei

Algumas coisas eu sei,
Outras eu acho que sei [não sei...],
Muitas eu não sei.

As que sei,
Uso de referência,
Para não me perder nas mesmas pedras,
Para poder mudar o rumo, seguir adiante.

Das que acho que sei,
Sigo atento, ora ignorante, ora perspicaz,
Sempre a observar, a confirmar.

As que não sei,
Aprendo, quando for a hora,
Não antes, para o caminhar não atrapalhar,
Sigo atento, para tudo aproveitar e pouco machucar.

domingo, 3 de agosto de 2014

Fogo


Somente teme o fogo aquele que um dia se queimou;
O outro, por mais que esteja avisado,
Não o teme e o desafia até a primeira queimadura,
Quando distribuirá a culpa de seu infortúnio.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ao Naufrágio

Ignorou o nobre capitão o alerta desesperado do vigia no topo do mastro.

Obstinou-se em sua decisão.
Convicto, manteve a rota,
Pulso firme no timão,
Olhar fixo e expressão impassível.

Rajadas de ventos assoviavam uma nova rota,
Espessas nuvens negras anunciavam a tormenta,
Súplicas indiscretas eram rogadas pelo contramestre,
Murmúrios e gemidos amedrontados latejavam o convés.

Ignorou o nobre capitão o alerta desesperado do vigia no topo do mastro.
Intransigente, surdo e cego, seguiu convicto,
Guiando vidas ao anunciado e terrível fim evitável.

domingo, 13 de julho de 2014

Felicidade

Aviso àqueles à procura da felicidade: DESISTAM!

Não está a felicidade em um lugar esperando para ser tomada,
Está ela em todos os lugares, sob todas as formas, mas nunca escondida.

Está no sorriso alheio, no sol que brilha,
No pão quente, no barulho da chuva,
Nos cheiros de café recém-coado, nos sabores da comida materna,
Nos olhares, nos gestos, nos toques,
Nas flores, nos animais, no céu azul, nas crianças...

Felicidade não pode ser encontrada, mas construída!
Deve ser colhida, amontoada, lapidada,
Todos os dias, aos poucos,
Entre as tristezas, as decepções e as dificuldades da vida.

Felicidade é como areia:
Corre pelos dedos,
Se vai com o vento,
E pode formar lindos castelos.

A cada enxadada, um sorriso
E se não houver, causemo-los!

É preciso olhar ao redor com olhos e corações abertos,
Caçar estas pequenas maravilhas, construir a felicidade,
E vivê-la intensamente até que se vá novamente.
Felicidade pede verbo estar, jamais o ser.

A felicidade contamina tudo e a todos:
Estejamos felizes e causemos uma pandemia!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Tempo Sobre Tempo

É árido de tempo o tempo em que vivemos:
Opressor, exige das sobras mais do que valeram
Cruel, consome os olhares e os carinhos
Irônico, é criatura e não criador.

É árido de sentimentos o tempo em que vivemos:
Egoísta, não permite a vida
Ciumento, sufoca os amores e as felicidades
Valioso, justifica a própria ausência.

Em tempos como este,
As sensações não se definem, se misturam, se condensa,
Nada se fixa, nada toma forma, tudo na essência se perde,
Os caminhos mais se bifurcam, se entrepõem e se contrapõem.

Em tempos como este,
Somos julgados pela capacidade de desprendimento para com a vida,
Pela priorização a partir da matéria,
Pela individualidade agressiva.

Em tempos como este,
É preciso sentar-se ao barranco a observar o rio a passar,
Sentindo o sol no rosto a ouvir o tempo passar,
Apenas existindo como se tudo fosse uma grande piada, e viver!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Fuga Inexistente (Direto do Túnel do Tempo)

Ontem o Rangel Barel, amigo de Santa Gertrudes, me enviou este texto que ele achou entre seus pertences. Trata-se de uma "letra" de música que eu havia escrito para nossa banda em 1996! Incrível!

Sempre digo que eu escrevia "coisas" há um bom tempo, mas sempre acabava rasgando-as em seguida. Está aí um registro de 18 anos (como passa!) de meus primeiros rabiscos:

(Valeu Rangel!)

*          *          *


Estou preso num vale
Cercado de montanhas
E coberto por nuvens suspensas no céu azul
Corro do som das aves
Dos ruídos da floresta

Na prisão da natureza
Eu procuro uma saída
Na dúvida da incerteza
Eu quero árvores caídas

Me jogo no lago tentando fugir
Sou surpreendido com a transparente escuridão
E pelo barulho do silêncio
Um novo mundo, quieto e vivo
Me lembro da fumaça, dos carros
Das buzinas irritantes, dos telefones
Dos edifícios, das construções e dos amores

No desperdício das impurezas
No horror das jazidas
Eu quero o teor da natureza
Que está quase destruída

Então eu percebo que não estou preso
Percebo que estou libertado
Estou fora da prisão
Aqui é o meu lugar
Aqui é o nosso lugar
Venha comigo baby
Cavalgar de costas sob o lago
Entre os galhos sem nos arranharmos

Venha sem frieza
Ache sua saída
Venha ver a beleza
Venha sentir-se viva

Aqui não há mal nenhum
Não tem problemas
O meu coração está aqui
Traga o seu, vamos viver.

terça-feira, 25 de março de 2014

Vários Mundos

Mal anuncia o sol o novo mundo,
suspende o calor ao ar os restos do outro:
aromas indigestos, podridão adocicada,
restos e expurgos de outros bichos, de outras vidas.

O novo denuncia o morto,
toma-lhe as sombras,
revela os atrasados que rastejam
azedos, lambuzados e mutilados,
para os buracos de onde saíram.

Vêm-se os novos,
tão iguais e tão piores
desviando passos e olhares,
pensamentos e suspiros,
derramando asco e descaso.

Vão-se os outros,
fervilha o mundo novo,
sorrisos e cores o cobrem,
bolsos e barrigas se empanturram,
egoísmo e arrogância o inundam.

Mal anuncia a noite o outro mundo,
vão-se às pressas estes novos,
a fugir daqueles velhos
que saem inflamados e sedentos [novamente]
pelos restos sujos e migalhas azedas
que lhes sobram destes vários mundos.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Daqui de Onde Vejo

Daqui de onde vejo passam casais,
Passam crianças e passam adultos,
Passam sorrisos e passam gentilezas,
Passam o sol e passam as chuvas.

Passam as vontades por “nãos” perseguidas
Da compreensão, nunca pedida, não passam nem as sombras
Da aceitação, princípio da existência plural, nem os vultos passam.

Ficam o amargo de sonhos engolidos a empapuçar a garganta,
E a impotência de descasos concedidos pelas turbulências da vida,
Fica o descompasso do cansaço da incessável busca pela saída,
Vão-se as forças e a saúde, que outrora foram tratores que tudo moviam.

Pairam as mentiras, borbulham as decepções.

De olhares amistoso e tímidos, ficam as súplicas veladas,
Das feridas que vazam entristecidas, ficam os ressentimentos de suas causas.

Daqui de onde vejo passam nuvens
Passam pássaros que há muito não são os mesmos.
Passam as mágoas e ficam as unhas encardidas e o cabelo desgrenhado.

A janela continua aberta, mas não há porque saltá-la.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Como Galinhas

Dia após dia,
Curva após curva,
Fechada após fechada,
Cada vez mais [nunca menos, nem igual]

Temos seguido alheios à nossa pluralidade
Vivenciando apenas a unicidade própria
De vontades e desejos
Sem rumos, para todos os caminhos.

Nos atropelamos,
Nos sobrepomos,
Nos enfartamos,
Nos matamos,
Feitos galinhas.

Tempos áureos aqueles em que éramos apenas gado,
Tangido apertado, mascando amarguras,
Juntos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Terra Abatida

Nestes tempos de corações áridos e sentimentos mesquinhos,
Tenho colhido migalhas de sorrisos minguados e olhares esperançosos.
Assim, as faço gargalhadas e sigo tocando sem definhar,
Apenas com os pés empoeirados.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Heróis Escarrados

Despercebidos, impregnados à paisagem,
Ofuscados pelas nossas prioridades
Movem-se aglomerados de células que formam corpos,
Corpos a se descriminar, corpos a se castigar.

Corpos que ganham nomes [para se xingar] e números [para se cobrar]
Que suam para comer e outros gozar
Que se arrastam aos bandos sobre a superfície sem nem poder viver.

Que são abençoados pela ignorância para suportar a existência
Que lhes restam as migalhas do pão que o tal do diabo amassou e cuspiu
Que se esgueiram por entre a desgraça e o desespero.

Reses que fedem o suor do trabalho ainda no ir,
Que já não sabem sonhar, apenas se conformar
Que carregam a tristeza e o cansaço nos olhares
Que levam um dia após o outro na certeza de nada mudar

Que vivem à beira do abismo sem nada para se escorar
Que entrega a vida ao abate lento e impiedoso
Que concedem seu todo sem um nada pedir.
Quem não têm mais afagos, mas bocas reclamantes a alimentar.

Sombras uniformes que surgem e somem na escuridão
Lombos que assam ao sol, talhados pela opressão e pelo descaso.

Heróis escarrados, indignos até de abortos!

sábado, 26 de outubro de 2013

Doçura

Bem que se podia dos céus choverem jujubas,
Verterem os rios em doces de leite,
Das árvores amadurecerem pencas de brigadeiros
E serem os morros e pedras pilhas de chocolates.

Que tal nos lambuzarmos de cocadas brancas, de cocadas queimadas, de cocadas todas...

Lambamos melaços até doer as testas,
Comamos balas de goma a baciadas,
Enchamos as mãos com pirulitos,
Chupemos canas sem pensar no assoviar.

Que venham musses, manjares, tetas de negas, bombas, balas, geleias, trufas, pudins, quindins, beijinhos [abraços também], cajuzinhos, bichos-de-pé, algodões-doces, pipocas doces, marias-moles, suspiros, rapaduras, doces de mamão, de cidra, de figo, de tudo, de todos.

Esvaziemos todas as compotas!

E quem sabe, assim, sejamos menos amargos, menos azedos,
Restando ao mundo um pouco de doçura.